quinta-feira, 30 de abril de 2009

THE PORTUGUESE LANGUAGE HERITAGE IN ASIA

http://www.colonialvoyage.com/Planguage.html

THE PORTUGUESE IN THE MOLUCCAS ISLANDS

http://www.colonialvoyage.com/ternate.html

CHILE - LAKE DISTRICT

http://www.atacamaphoto.com/lake-district/lakedist22.htm

ARAUCARIA

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UM CASO DE CARÊNCIA DE MANGANÉSIO,1952 - XI

Quando um determinado elemento dos considerados essenciais falta na solução que está à disposição da planta,esta não sobrevive muito tempo:gastas as reservas que possui em tal elemento,bem depressa manifesta sintomas de desequilíbrio do seu complexo de alimentação. A consequência última de tal condicionalismo é a morte da mesma planta,mesmo que todos os outros factores de que depende também a sua vida estejam presentes.
Normalmente,estes elementos não se encontram assim em condições de tão extrema carência na solução do solo; o que se pode verificar, geralmente ,é acharem-se em quantidades que não satisfaçam as exigências das plantas. Este estado não deixa,no entanto,nas condições de campo,de dar um espectáculo que,se não se identifica com aquele observado nas soluções aquosas ou culturas em areia nos laboratórios,não se afasta muito deles. A cultura,se não fica irremediavelmente perdida,sofre, contudo, bastante no seu rendimento,o que é de sobra um motivo forte para trazer ao equilíbrio as condições que geraram tal irregularidade.

quarta-feira, 29 de abril de 2009

O PLANO

Os pais viviam lá para o norte,onde cultivavam umas courelas. Quando chovia,a água arrastava as partículas mais finas,a fracção nobre do solo,levando-a para o rio que corria próximo. A região que acabava por beneficiar com esses carrejos era a vasta leziria do Tejo,que ano após ano,por via de sucessivas inundações,se cobria de férteis nateiros. Por este andar,ficariam reduzidos a areia quase estéril. Seria a sua ruína.
Em vista de tal perspectiva,traçaram um plano que lhes pareceu trazer-lhes a salvação. Com algumas economias e a ajuda de familares, mandaram o filho estudar para doutor. O rapaz era inteligente e tirou o curso no devido tempo. Fizeram,então,uma reunião, para assentar ideias. Olha filho,o que prevíamos aconteceu. O melhor da nossa terra foi parar lá abaixo. A riqueza daqueles sítios é,em parte,fruto da nossa pobreza. Ninguém se importa com esta injustiça,de bradar aos céus,pelo que temos de ser nós a repará-la. Estou velho e nada posso fazer,mas tu és novo,tens qualidades,e arranjaste uma arma que te pode permitir recuperar o que é nosso,muito nosso,e até,talvez,acrescentá-lo. O filho entendeu,e prometeu fazer tudo para não os desiludir.
Com a benção dos pais,rumou ao sul. Instalou-se,e olhou em volta. Não descobriu o que era seu,mas não havia dúvida de que aquelas férteis planuras não tinham comparação com as encostas no osso lá dos seus sítios. E pareceu-lhe sentir um forte apelo vindo daquela riqueza. Não se fez rogado,que as circunstâncias pediam acção sem demoras. E assim,em pouco tempo,estava casado com a filha única de um abastado lavrador,cumprindo-se o plano habilmente urdido pelos atilados pais.

terça-feira, 28 de abril de 2009

ALGUIDARINHO

Era dia de feira,e num dia assim,para mais em ocasião de férias,já se adivinhava o que se iria encontrar,o espectáculo do costume,naquele remoto tempo. Nem o celebrado rio escapou. Ele eram sacos,garrafões,garrafas e garrafinhas de plástico a boiarem,ele eram papéis de todos os tamanhos,bem como cascas dos frutos mais diversos a fazer-lhes companhia. Um horror.
Num dia de feira,o estômago não descansa,pelo que foi necessário acudir-lhe. Pois é,só que eram bichas à porta por todo o lado,mas lá apareceu uma porta que se condoeu,mesmo ali à vista do celebrado rio,só que água corrente não havia. E foi bonito ver-se montanhas de pratos,copos e talheres a serem lavados à pressa,num alguidarinho,que a bicha não havia meio de terminar.
Enfim,coisas daquele remoto tempo,que tantas saudades deixou,tempo que não volta mais,pois o tempo não volta para trás.